Research integrity University Affairs

“Criaremos na Unicamp um escritório permanente de integridade em pesquisa para proteger a sociedade e o pesquisador”, afirma Mario Saad

Mario "Fakenews" Saad is entering a run-off election to become rector of his Brazilian university. The man responsible for massive research fraud and 18 retractions plays the victim of a "Cancel Culture". Saad also announces to create an "Office for Research Integrity", to legalise misconduct and to punish the whistleblowers.

English version below

Mario Jose Abdalla Saad é um mentiroso controverso e tóxico, um infame falsificador de dados que poluiu a pesquisa do diabetes com dados falsos por décadas, e mesmo assim continua sendo professor da Universidade Estadual de Campinas em SP (Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP). Ele foi desmascarado anos atrás por Paul S. Brookes e, no meio tempo, tem DEZOITO retratações. Saad e seus colegas brasileiros José CarvalheiraCláudio De Souza e Lício Velloso conseguiram reciclar o mesmo western blot nada menos que 15 vezes (leia minhas reportagens anteriores aqui e aqui). Saad tem quase 50 documentos sinalizados no Pubpeer, todos por manipulação ultrajante de dados.

Mas o professor Saad acredita que tudo não passa de fakenews e tenta agora se eleger reitor da UNICAMP. Ele ficou em segundo lugar no primeiro turno das eleições (porque a maioria da administração votou nele) e agora vai para o segundo turno.

Saad conseguiu republicar seus artigos retratados em outras revistas menos exigentes e foi recentemente barrado em pelo menos 12 investigações de má conduta de pesquisa por sua universidade ridiculamente corrupta. Ele agora se autorretrata como uma vítima da “Cultura de Cancelamento” e continua a tagarelar sobre “fakenews”.

A seguir está minha versão copiada (trocadilho intencional), ilustrada pelo PubPeer, de seu anúncio de 4 de janeiro de 2021 sobre criar um escritório para integridade de pesquisa na UNICAMP, uma espécie de ‘Ministério da Verdade Orwelliano’. Sua tarefa seria defender fraudadores de pesquisa como Saad, ao mesmo tempo em que reprime impiedosamente os denunciantes, como o anúncio admite abertamente.

Depois disso, cito um e-mail paranoico que Saad enviou para toda a universidade em 18 de março de 2021, em que afirma ser um futuro vencedor do Prêmio Nobel, mais uma vez defende a fraude de pesquisa e ataca seus críticos.

Primeiramente, cito as postagens originais em português brasileiro, as traduções em inglês estão no final.

Tradução: “@Guto7776“.

Image: Saad’s campaign page

“Criaremos na Unicamp um escritório permanente de integridade em pesquisa para proteger a sociedade e o pesquisador”, afirma Mario Saad

Por Mário e Zezzi 4 de janeiro de 2021

Com o objetivo de oferecer suporte e subsídio às políticas de integridade em pesquisa e de acesso aberto, aprovadas recentemente pelo Conselho Universitário da Unicamp, o pré-candidato à Reitoria da Unicamp, Mario Saad, afirma que a sua gestão poderá incrementar essas políticas, criando um escritório permanente para esse setor, com funções educativas e pedagógicas. “A criação das políticas é o primeiro passo nesse sentido, mas a iniciativa ainda é tímida”, afirma.

Same western blot reused 15 times for utterly different experiments

Saad, que anos atrás foi levianamente acusado por manipulação de imagens em alguns de seus artigos, em função da indolência institucional, demorou cerca de quatro anos para provar que todas as acusações – e ele grifa TODAS as acusações – eram infundadas, conseguindo atestar, assim, a integridade ética de seu trabalho. “Senti na pele o que hoje chamam de Cultura do Cancelamento”, comenta o pesquisador, afirmando ser fundamental o respaldo perene e ágil da Unicamp aos membros de sua comunidade científica, tanto do ponto de vista acadêmico e jurídico, como também de comunicação.

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments

“Depois de quase quatro anos lutando para provar a integridade e o profissionalismo do meu trabalho e da minha equipe, conseguindo republicar trabalhos injustamente retratados e retomar todos os financiamentos previamente aprovados, entendi que posso contribuir para que pesquisadores que enfrentam esse mesmo tipo de situação possam fazer isso com franqueza, dignidade e cabeça erguida”

Fake western blots, digitally fabricated for reuse.

Recentemente, Mario Saad foi listado pelo Journal Plos Biology entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo. Todavia, nem o impacto de seu nome na produção científica mundial, o eximiu anos antes de travar uma luta com periódicos científicos, isoladamente e sem respaldo institucional, quando falsas acusações sobre possíveis manipulações de imagens em suas publicações bateram à porta dessas revistas.

Fake western blots, digitally fabricated for reuse.

No contexto atual de combate às fakenews em ciência, Mario Saad reforça a necessidade de suporte à comunidade científica da Unicamp no que se refere à condução de processos e procedimentos que visam o acolhimento, a avaliação e o encaminhamento de casos suspeitos de má-conduta científica. Condução que deve tramitar com segurança, livre de pressões midiáticas e políticas e das que o próprio pesquisador denomina como “fábricas de fakenews”.

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments

“É preciso resguardar o pesquisador que enfrenta processos dessa magnitude até que todas as investigações sejam concluídas. Não para esquivá-lo de suas responsabilidades, mas de preservá-lo de ataques precipitados à reputação acadêmica, algo que para nós, cientistas, é crucial”, explica Saad.

Mesmo enfrentando mais de uma dezena de comissões processantes ao longo dos últimos anos, Mario Saad continuou a publicar e a atuar como revisor e membro do conselho editorial de importantes periódicos científicos internacionais, dentre os quais, o  American Journal of Physiology e o Metabolism.

Same blot, different antibodies, different samples, different papers.

“Muito cedo se aprende que na vida acadêmica é necessário ser resiliente. Passada a tormenta e restabelecida a justiça, sigo realizando com afinco o que aprendi a fazer: desenvolver ciência, cuidar dos meus pacientes, dar aulas e estudar”, comenta.

ENTENDA

Em meados de 2015, as revistas Diabetes, PlosOne, PlosBiology, CriticalCare e Diabetologia receberam denúncias anônimas sobre possíveis manipulações de imagens nos manuscritos do professor Mario Saad, docente da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. À época, Saad contava com cerca de 250 manuscritos publicados nesses e em outros periódicos.

Frankenstein blot faked in Photoshop and recycled in two papers

“Aparentemente, todos os meus artigos foram checados pelos denunciantes. Chegaram quase a criar um dossiê de erros de editoração dos meus artigos. Falsas acusações eram então enviadas ininterruptamente às revistas, alegando manipulação de imagens e solicitando que providências fossem tomadas”, explica Saad.

Em resposta ao questionamento das revistas, Mario Saad enviou os dados originais de seus estudos, atestando que as denúncias eram falsas e que pouquíssimos casos tratavam, na verdade, de erros de editoração eletrônica. Saad reconheceu, nesses casos, que os erros haviam ocorrido inadvertidamente e que, ainda assim, não interferiam no resultado de seus achados, bem como na interpretação final destes.

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments

De forma anônima, as denúncias contra o professor Saad continuavam a chegar às revistas, pretendendo transformar os pequenos erros de editoração em manipulação intencional de imagens. Pressionadas, as revistas solicitaram que a Unicamp investigasse os estudos denunciados.

Atendendo a solicitação das revistas, a Unicamp instaurou a primeira de uma série de sindicâncias, a partir de 2016, inclusive, com a participação de pesquisadores externos à universidade e também do exterior.

Different experiments, different samples, same blots

“A conclusão também foi a de que os poucos erros apresentados nos artigos escritos por mim eram involuntários e não afetavam o resultado dos estudos, e que poderiam ser facilmente corrigidos por meio de erratas. Atestavam ainda que as denúncias eram completamente falsas”, reitera o pesquisador.

A despeito do parecer da Unicamp, a revista Diabetes não acatou a proposta de correção dos erros de editoração em dois manuscritos e, de maneira unilateral, acabou retratando não apenas dois, mas três artigos do professor Saad, desprezando a conclusão e o parecer das sindicâncias instauradas pela Universidade Estadual de Campinas.

Cloned gel bands in a fake gel. Pereira-da-Silva et al Endocrinology 2003

A partir da decisão unilateral da Diabetes, as revistas PlosBiology, Diabetologia e Critical Care, que já haviam aceitado fazer as erratas, voltaram atrás e também decidiram retratar os artigos questionados.

“O texto dessas retratações e novas denúncias anônimas, sem provas, foram juntadas em novos processos pela Unicamp. Às vésperas da eleição para novo reitor, no início de 2017, recebi a notícia de que enfrentaria 12 novas Comissões Processantes no âmbito da universidade”, comenta Saad. .

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments

Saad destaca que, até então, todas as denúncias já haviam sido investigadas em três sindicâncias internas, realizadas pela Faculdade de Ciências Médicas e pela própria Reitoria, em que concluíam que nunca houve má conduta em suas pesquisas e que as denúncias eram falsas.

Em 2018, todos os relatórios finais de todas as 12 CPPs concluíam que nunca houvera má fé ou má conduta científica por parte de Mario Saad em seus manuscritos. Tais pareceres foram encaminhados à Fapesp, que demorou mais um ano para analisá-los. No início de 2020, todos os financiamentos da Fundação, previamente aprovados, foram retomados. Os trabalhos retratados mais relevantes foram republicados. Além de inocentado em todas as investigações, os resultados originais de seu laboratório de pesquisa voltaram para a literatura científica.

Western blots, reused after digital manipulation for different experiments

“Creio que as conquistas de uma vida dedicada integralmente à Universidade e os resultados desse escrutínio completo em minha vida profissional – que demonstraram que minha atuação sempre foi honesta e baseada em trabalho duro, e que também comprovaram a validade e a relevância de minha produção cientifica – permitem claramente que eu retome plenitude minha vida acadêmica com plenitude, contribuindo com meu trabalho para o engrandecimento da Universidade e da ciência no Brasil”, conclui.

Leia Mais
Unicamp institui Políticas de Integridade em Pesquisa e Acesso Aberto
Um ensaio clínico sobre fakenews, por Mario Saad

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments

There was also this email sent by “Mario Saad and Marco Zezzi  <divulga@marioezezzi.com.br>” on 18 March 2021:


FALSIDADE ELEITOREIRA

Fake western blots made in Photoshop from recycled gel bands. Rocha et al Clin Cancer Res 2011

Há alguns anos, o professor Mario Saad foi levianamente acusado de más condutas científicas, todas esclarecidas e desmentidas a seu tempo. Agora, entretanto, o ataque volta à tona, desta vez, na forma vil de fake news covardes e eleitoreiras, em sites sensacionalistas, as quais, uma vez mais, repudiamos com veemência.

A única verdade sobre essas acusações é que elas permitiram diagnosticar com precisão a indolência institucional da Unicamp à época, que permitiu que essas falsidades prosperassem, a despeito de não haver quaisquer provas documentais.

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments Girasol et al PLOS One 2009

Reiteramos que o Prof. Mário foi absolvido de todas as acusações que lhe foram feitas. A prova mais cabal disso está à mão de qualquer um que se dê ao trabalho de verificar, antes de atacar: os artigos sob suspeição foram republicados, e os seus dados repostos integralmente na literatura científica da área.

A despeito disso, talvez valha a pena esclarecer o que sejam os tais plágios ou más praticas científicas alegados: diziam respeito ao fato de que, após 15 anos da publicação original, cerca de 5% dos seus dados não podiam ser recuperados de um computador, por uma questão meramente tecnológica de acesso a eles. Nunca, em nenhuma ocasião, quaisquer resultados ou conclusões dos trabalhos foram postos em dúvida.

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments

Talvez esse tempo de horror em que, dentro da própria Universidade, haja quem não tenha vergonha de utilizar expedientes torpes para ganhar eleição na mentira, sirva também de ocasião para que os docentes, servidores e alunos conheçam a luta solitária e vitoriosa que teve de empreender o Prof. Mario Saad em defesa da sua reputação como pesquisador brasileiro.

É nosso mais sincero desejo que isso nunca mais venha acontecer com algum docente desta Universidade.

A rigor, a Unicamp precisa se orgulhar de ter nos seus quadros um pesquisador como o Prof. Mario Saad, que apresenta 21.858 citações pelo Google Scholar. O seu reconhecimento internacional é manifesto, tanto que foi listado pela revista Plos Biology, ao lado de outros colegas da Unicamp, entre os pesquisadores mais influentes do mundo. Além disso, é um dos poucos cientistas mundiais, na área de Medicina, que são consultores selecionados pelo Comitê do Prêmio Nobel para indicação de futuros premiados. Todos que atuam na área acadêmica sabem que carreiras assim são construídas com muita dedicação, trabalho e integridade cientifica.

Apenas o fisiologismo mais baixo e eleitoreiro pode se ressentir diante de tão notáveis feitos acadêmicos.

Western blot, reused after digital manipulation for different experiments Calisto et al PLOS One 2010

Apoiadores do Prof. Mario Saad. 
Leia também
 
Um ensaio clínico sobre fake news, por Mario Saad: https://www.fcm.unicamp.br/fcm/relacoes-publicas/saladeimprensa/um-ensaio-clinico-sobre-fake-news-por-mario-saad

Fake western blots, made in Photoshop from recycled gel bands Weissmann et al Diabetes 2014

“Criaremos na Unicamp, um escritório permanente de integridade em pesquisa para proteger a sociedade e o pesquisador”, afirma Mario Saad:https://marioezezzi.com.br/criaremos-na-unicamp-um-escritorio-permanente-de-integridade-em-pesquisa-para-proteger-a-sociedade-e-o-pesquisador-afirma-mario-saad/
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Fake gel image made in Photoshop Carvalheira et al Obesity Research 2005


English versions:

Mario Jose Abdalla Saad is a litigious and toxic liar, an infamous data-forger who polluted diabetes research with fake data for decades, and yet nevertheless remains professor at the State University of Campinas in São Paolo (Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP). He was exposed years ago by Paul S Brookes and meanwhile has EIGHTEEN retractions. Saad and his Brazilian colleagues José Carvalheira, Cláudio De Souza and Lício Velloso managed to recycled the same western blot no less than 15 times (read my past reporting here and here). Saad has almost 50 papers flagged on Pubpeer, all for outrageous data manipulation.

But Professor Saad believes it all to be fake news and now tries to become elected as Rector of UNICAMP. He came second in the first round of elections (because the majority of admin voted for him) and now goes into a run-off.

Saad managed to re-publish his retracted papers in other, less choosy journals, and was recently whitewashed in no less than 12 research misconduct investigations by his ridiculously corrupt university. He now portrays himself as a victim of “Cancel Culture” and keeps blathering about “fakenews”.

Following is my PubPeer-illustrated copy-paste (pun intended) version of his announcement from 4 January 2021 to create an office for research integrity at UNICAMP, a kind of an Orwellian Ministry of Truth. Its task would be defending research fraudsters such as Saad, while mercilessly cracking down on whistleblowers, as the announcement openly admits.

After that, I cite a paranoid email Saad sent to the entire university on 18 March 2021 where he claims to be a future Nobel Prize winner, again defends research fraud and lashes out at his critics.

First I quote the original posts in Brazilian Portuguese, English translations are at the end.

Image: Saad’s campaign page

“We will create a permanent research integrity office at Unicamp to protect society and the researcher”, says Mario Saad

By Mário and Zezzi January 4, 2021

With the objective of offering support and subsidy to the policies of research integrity and open access, recently approved by the University Council of Unicamp, the pre-candidate for the Rector of Unicamp, Mario Saad, says that his management will increase these policies, creating a permanent office for this sector, with educational and pedagogical functions. “The creation of policies is the first step in this direction, but the initiative is still timid”, he says.

Saad, who years ago was carelessly accused of manipulating images in some of his articles, due to institutional indolence, took about four years to prove that all the accusations – and he asserts ALL the accusations – were unfounded, thus proving the ethical integrity of their work. “I felt in my skin what they now call the Cancel Culture”, comments the researcher, affirming that the permanent and agile support of Unicamp to the members of its scientific community is essential, both from an academic and legal point of view, as well as from a communication point of view.

“After almost four years of struggling to prove the integrity and professionalism of my work and my team, managing to republish unfairly retracted works and retake all previously approved funding, I understood that I can contribute so that researchers who face this same type of situation can do it frankly, with dignity and with your head held high ”

Recently, Mario Saad was listed by the Journal Plos Biology among the 100,000 most influential scientists in the world. However, not even the impact of his name on world scientific production, exempted him years before waging a war with scientific journals, in isolation and without institutional support, when false accusations about possible manipulation of images in his publications knocked on the door of these magazines.

In the current context of combating fake news in science, Mario Saad reinforces the need to support the scientific community at Unicamp with regard to investigating processes and procedures aimed at welcoming, evaluating and forwarding suspected cases of scientific misconduct. Investigations that must happen safely, free from media and political pressures and from what the researcher himself calls “factories of fake news ”.

“It is necessary to safeguard the researcher facing processes of this magnitude until all investigations are concluded. Not to exempt him from his responsibilities, but to protect him from hasty attacks on academic reputation, something that for us scientists is crucial ”, explains Saad.

Despite facing more than a dozen investigative commissions over the past few years, Mario Saad has continued to publish and to act as a reviewer and editorial board member for important international scientific journals, including the American Journal of Physiology and Metabolism.

“It is learned very early that in academic life it is necessary to be resilient. After the storm has passed and justice is restored, I continue to do what I learned to do: to develop science, take care of my patients, teach and study ”, he comments.

UNDERSTAND

In mid-2015, the journals Diabetes, PlosOne, PlosBiology, CriticalCare and Diabetologia received anonymous complaints about possible manipulation of images in the manuscripts of Professor Mario Saad, professor at the Faculty of Medical Sciences at Unicamp. At the time, Saad had about 250 manuscripts published in these and other journals.

“Apparently, all my articles were scrutinised by the whistleblowers. They almost created a dossier of errors in the editing of my articles. False accusations were then sent around the clock to the magazines, alleging manipulation of images and asking for action to be taken, ”explains Saad.

In response to the questioning by the journals, Mario Saad sent the original data of his studies, attesting that the accusations were false and that very few cases were, in fact, errors in electronic publishing. Saad acknowledged, in these cases, that the errors had occurred inadvertently and that, even so, they did not affect the results of his findings, as well as in their final interpretation.

Anonymously, the complaints against Professor Saad continued to reach the journals, intending to transform the small editing errors into intentional image manipulation. Under pressure, the journals requested that Unicamp investigate the reported studies.

In response to the request of the journals, Unicamp initiated the first of a series of investigations, starting in 2016, including the participation of researchers from outside the university and also from abroad.

“The conclusion was also that the few errors presented in the articles written by me were involuntary and did not affect the results of the studies, and that they could be easily corrected through errata. They also attested that the accusations were completely false ”, reiterates the researcher.

Despite Unicamp’s opinion, Diabetes magazine did not accept the proposal to correct editorial errors in two manuscripts and, unilaterally, ended up retracting not only two, but three articles by Professor Saad, disregarding the conclusion and the opinion of the syndicates instituted by the State University of Campinas.

From the unilateral decision of Diabetes, the magazines PlosBiology, Diabetologia and Critical Care, which had already agreed to make the errata, retreated and also decided to retract the questioned articles.

“The text of these retractions and new anonymous denunciations, without evidence, were supplied to new invetsigations by Unicamp. On the eve of the election for a new rector, in early 2017, I received the news that I would face 12 new Investigative Commissions within the university ”, comments Saad.

Saad points out that, until then, all complaints had been investigated in three internal investigations, carried out by the Faculty of Medical Sciences and by the Rectory itself, in which they concluded that there was never misconduct in their research and that the complaints were false.

In 2018, all final reports from all 12 investigative commissions concluded that there had never been any bad faith or scientific misconduct on the part of Mario Saad in his manuscripts. Such opinions were sent to the São Paulo Research Foundation (Fapesp), which took another year to analyze them. At the beginning of 2020, all the Foundation’s financing, previously approved, was resumed. The most relevant retracted works have been republished. In addition to being cleared of all investigations, the original results of his research laboratory have been reproduced in the scientific literature.

“I believe that the achievements of a life devoted entirely to the University and the results of this thorough scrutiny in my professional life – which have shown that my performance has always been honest and based on hard work, and that have also proved the validity and relevance of my scientific production – clearly allow me to fully resume my academic life, contributing to my work for the enhancement of the University and science in Brazil ”, he concludes.

Read More
Unicamp institutes Integrity Policies in Research and Open Access
A clinical trial on fakenews, by Mario Saad


Email sent by “Mario Saad e Marco Zezzi <divulga@marioezezzi.com.br>” on 18 March 2021:

ELECTORAL FALSITY

A few years ago, Professor Mario Saad was carelessly accused of scientific misconduct, all clarified and denied in his time. Now, however, the attack returns to the surface, this time, in the vile form of cowardly and electoral fake news, on sensational sites, which, once again, we vehemently repudiate.

The only truth about these accusations is that they made it possible to accurately diagnose Unicamp’s institutional laziness at the time, which allowed these falsehoods to thrive, despite the lack of any documentary evidence.

We reiterate that Prof. Mário was acquitted of all the accusations that were made against him. The clearest proof of this is at hand for anyone who takes the trouble to verify, before attacking: the articles under suspicion have been republished, and their data has been fully reproduced in the scientific literature of the field.

In spite of this, it may be worth clarifying what the alleged scientific plagiarism or bad practices are: they concerned the fact that, after 15 years of the original publication, about 5% of their data could not be recovered from a computer, for a purely technological issue of access to them. Never, under any circumstances, were any results or conclusions of the studies questioned.

Perhaps this time of horror in which, within the University itself, there are those who are not ashamed of using clumsy devices to win election in lies, it also serves as an occasion for teachers, civil servants and students to know the lonely and victorious struggle that Prof. Mario Saad had to undertake in defense of his reputation as a Brazilian researcher.

It is our most sincere wish that this will never happen to any professor at this University.

Strictly speaking, Unicamp needs to be proud of having on its staff a researcher like Prof. Mario Saad, who features 21,858 citations through Google Scholar. His international recognition is evident, so much so that he was listed by the magazine Plos Biology, alongside other colleagues at Unicamp, among the most influential researchers in the world. In addition, he is one of the few world scientists in the field of medicine, who are consultants selected by the Nobel Prize Committee for nominating future winners. Everyone who works in the academic field knows that careers like this are built with a lot of dedication, work and scientific integrity.

Only the lowest and electoral physiologism can resent such remarkable academic achievements.

Supporters of Prof. Mario Saad.

Read also

A clinical trial on fake news, by Mario Saad: https://www.fcm.unicamp.br/fcm/relacoes-publicas/saladeimprensa/um-ensaio-clinico-sobre-fake-news-por-mario-saad

“At Unicamp, we will create a permanent research integrity office to protect society and the researcher,” says Mario Saad: https://marioezezzi.com.br/criaremos-na-unicamp-um-escritorio-permanente-de-integridade -in-research-to-protect-society-and-the-researcher-claims-mario-saad /

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4 comments on ““Criaremos na Unicamp um escritório permanente de integridade em pesquisa para proteger a sociedade e o pesquisador”, afirma Mario Saad

  1. Saad is insane. He now organises a lynch mob against some Brazlian scientists who dared to mention his retractions, in a PLOS One paper.

    On 20 March 2020, he sent this letter (Brazilian original at the end):

    IN DEFENSE OF UNICAMP AND THE TRUTH OF FACTS

    By spreading fake news about Prof. Mario Saad, using as an alleged argument an article published in the journal Plos One, which does it is not questioning the integrity of only one person, but the integrity of the entire Unicamp, which acquitted Prof. Mario Saad in all instances and commissions.
    it is questioning the professors and commissions who investigated him. It is questioning, amazingly, the university’s own rector, the top leadership of our institution, who wrote a harsh challenge to the journal in defence of Prof. Mario Saad and Unicamp, requesting correction of the article.
    To favour the opinion of a journal, which published an article without consulting Unicamp and the result of the commissions, based on sensationalist sites, in view of Unicamp’s decision, is to discredit Unicamp itself.
    It is an enormous risk to the scientific community to introduce this type of persecutory bias based on personal post-trial opinions, disregarding the serious and ethical work of Unicamp’s commissions.
    In short, artifices like this are incompatible with what we expect for the process of choosing the new Unicamp Rectorate.
    Follows the letter that the rector of Unicamp, Prof. Dr. Marcelo Knobel, sent to the journal Plos One requesting corrections : https://marioezezzi.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Letter_Plos-One_.pdf
    Supporters of Prof. Mario Saad”

    This is the 2 year old paper Saad protests about:
    Rafaelly Stavale , Graziani Izidoro Ferreira, João Antônio Martins Galvão, Fábio Zicker , Maria Rita Carvalho Garbi Novaes , César Messias de Oliveira , Dirce Guilhem, Research misconduct in health and life sciences research: A systematic review of retracted literature from Brazilian institutions, PLOS One (2019) https://doi.org/10.1371/journal.pone.0214272

    Its crime was to point out:
    The University of São Paulo was the institution with the highest number of retracted publications (n = 17), followed by the University of Campinas (n = 16). […]The University of Campinas (São Paulo) also accounted for the highest number of retractions by author Table 2.
    https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0214272#pone-0214272-t002
    In Table 2, Saad leads with 8 retractions (it’s 18 now!), followed by his partners in crime Carvaheira and Villoso with 3 retractions each.

    This from the letter to the PLOS Editor, by the Unicamp rector at that time, Marcelo Knobel, dated 4 June 2019:

    ” l must express my complete disagreement with Stavale et al.’s affirmation that “plagiarism was the main cause for retractions related to the two authors with most retractions that were affiliated with this university (Unicamp)”.
    Not only is this statement untrue, but also highly defamatory of the researchers in question. […]
    After extensive and rigorous analysis of the original data, and numerous rounds of interviews with the authors and co-authors of the retracted publications, both the internal committee and the external referee ruled out any possibility of misconduct by the researchers. Instead, they concluded that what had occurred were inadvertent mistakes in the preparation of images. […]
    In view of all that, and considering the potentially dire consequences of the allegations of misconduct and plagiarism stated in the article by Stavale et al., I respectfully ask you, on behalf of Unicamp, to take the appropriate actions in order to correct all misleading information regarding our university and its researchers.”

    Click to access letter_plos-one_-saad-1.pdf

    Portuguese email original:
    EM DEFESA DA UNICAMP E DA VERDADE DOS FATOS
    Ao espalhar fake news sobre o Prof. Mario Saad, utilizando como suposto argumento um artigo veiculado na Revista Plos One, quem o faz não está questionando a integridade somente de uma pessoa, mas a integridade de toda a Unicamp, que absolveu o Prof. Mario Saad em todas as instâncias e comissões.
    Está questionando os docentes e comissões que o julgaram. Está questionando, pasmem, o próprio reitor da universidade, liderança máxima da nossa instituição, que escreveu dura contestação à Revista em defesa do Prof. Mario Saad e da Unicamp, solicitando correção do artigo.
    Favorecer a opinião de um periódico, que publicou artigo sem consultar a Unicamp e o resultado das comissões, com base em sites sensacionalistas, frente à decisão da Unicamp, é desacreditar da própria Unicamp.
    É um risco enorme à comunidade científica introduzir esse tipo de viés persecutório baseado em opiniões pessoais pós-julgamento, desprezando o trabalho sério e ético de comissões da Unicamp.
    Em suma, artifícios assim são incompatíveis com o que esperamos para o processo de escolha da nova Reitoria da Unicamp.
    Segue a carta que o reitor da Unicamp, Prof. Dr. Marcelo Knobel, enviou à revista Plos One solicitando correções: https://marioezezzi.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Letter_Plos-One_.pdf
    Apoiadores do Prof. Mario Saad

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  2. alfricabos

    so according to rector Knobel, the Saad group is perhaps a tiny bit sloppy, but other than that a model of integrity and a science genius….[truly speechless].

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  3. NMH, the failed scientist and incel

    Well if Saad doesn’t become rector, maybe he can find a position at Weill-Cornell, where diversity leads to excellence. I am sure he would meet the requirements on their office of diversity and inclusion, as the Saad lab’s fraud is quite diverse and inclusive of the name Saad. Heck, it could be displayed in the museum of modern art. And there are plenty of good restaurants in NYC to eat at.

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